Em (Des)Construção
Cuidado! este é um blog adulto, vocês lerão textos de um homem barbado, Histórias e/ou estórias segundo a sua capacidade de compreensão.
Monday, March 30, 2009
Saturday, January 31, 2009
Indigesto
Comer um pastel gigante, com Cheddar, Bacon e Purê de Batata às 0h de sábado para domingo não é uma das mais inteligentes escolhas de um homem de 25 anos. Os hábitos alimentares de uma pessoa realmente testemunham sobre (contra) ela mesma. E assumo, dessa vez não era uma questão de “contexto”. Neste momento sofro das náuseas da gordura em meu estômago , 2:11h da madrugada, e elas me fazem pensar nas Náuseas da Existência, no rumo que minha vida tomou até aqui, rumos dos quais sou co-participante, sinceramente gostaria de estar dormindo tranqüilo mas tudo mexe aqui dentro, em todos os sentidos, um Milk-Shake de órgãos e comidas engorduradas com uma boa dose de sofrimento humano.
Daqui a pouco algumas coisas vão sair e outras não...
Thursday, January 22, 2009
Vai começar o show...
"Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para Didi paraPagão para Pelé e Canhoteiro"
Uma parábola descrita no ar por uma bola, cuja circunferência representa a figura perfeita, saiu dos pés de um camisa 10 talentoso, pousou como um pássaro manso no peito do matador, mas este a trata tão bem que o adjetivo talvez não caiba, o tempo da matada não foi mais do que 1 segundo mas a fotografia da memória eternizou aquele instante e pra mim até hoje a bola está ali, tranquila, esperando os próximos segundos quando descansará, feito uma dondoca, na rede confortável do gol adversário. O tempo decorrido entre o lançamento, a matada e o gol não é linear, é uma sobreposição de camadas de tinta sobre a tela verde do gramado. Deixo claro que o verde está por baixo, pisado, o verde no futebol só serve de tapete. Por cima resplandece o preto no branco, os onze mosqueteiros fiéis e seu comandante, na arquibancada a torcida termina o quadro num êxtase de felicidade! Numa explosão catártica que só o futebol proporciona,porque “o Corinthians não é um time que tem uma torcida, é uma torcida que tem um time”, e como diria outro ilustre amante do futebol de antigamente, “essa vitória já estava escrita a 10 mil anos atrás” os deuses não são tricolores como ele imaginava, são amantes das duas cores mais importantes do espectro, aquelas que deram origem a todas as outras, o Preto e o Branco.
por isso,
Viva o Timão em 2009 e para sempre e sempre!
Wednesday, January 21, 2009
Gênese
Me equilibro sobre um fino barbante, tão fino que me parece um fio de teia de aranha, arrisco passos alegres mas me deparo com a possibilidade da queda, está tão quente aqui, estafante, e atrás de mim vem uma aranha faminta, sim! A dona do fio que me sustém, sua armadilha , no entanto, não me pára, como é seu querer canibal, devo prosseguir para me salvar, pois cada vez mais próximo e rápido ela está, por vezes se cansa e me deixa caminhar sozinho com minhas idéias. Meu pensamento pousa em alguns fios atravessados da teia, ali parece que o tempo parou, vejo uma linda moça bebendo um refresco deitada no fio, como numa praia. Paro e pergunto:
_Você não tem medo da Dona Aranha?
_ Não, me salvei dela nessa falha de sua construção, ela segue o fio principal e eu fico aqui curtindo o ar da floresta e bebendo suco direto das frutas da árvore.
_ Ficarei com você se me permitir, teremos filhos fortes, crescerão e mataremos a Aranha juntos. O que acha?
_Tudo bem, desde que colha frutas para mim todos os dias e não tente me dar ordens...
_Concordo, desde que não sejam maçãs, não é um bom começo, já li isso em algum lugar...
Saturday, January 17, 2009
Pout-porri de boleros
"Sentindo um frio em minh'alma te convidei pra dançar, minha cabeça rodava, são dois pra lá e dois pra cá..."
Sem pensar duas vezes bebeu de um só gole toda a cachaça barata do copo americano, limpou a boca com a manga do vestido, levantou e começou a dançar sozinha, a pista estava escura com flashes de luz que vez por outra lhe iluminavam a maquiagem borrada. Sentiu uma mão no seu ombro, era um convite, sem olhar o rosto do parceiro entregou seu corpo à condução embriagada e solitária daquele homem sem rosto e com cheiro de charuto barato, doía tanto aquele bolero que eles dançaram muito próximos , e ela aproveitou aquele corpo para chorar sem medo por um tempo, ele sentiu que sua camisa se molhava com as lágrimas da desconhecida, a apertou junto a si e eles rodaram lentamente na pista, suas mãos se encontravam em carícias amorosas, as costas, os ombros, os cabelos eram todos pontos onde ambos depositavam toda a carga de amor que tinham dentro si, essa dança de lágrimas e luxúria durou aproximadamente dez minutos, o tempo que durou o pout-pourri de velhos boleros de muito, muito tempo atrás, a música acabou, eles se olharam e não tiveram o que dizer, a banda começou a tocar uma salsa que não tinha mais nada a ver com eles, o amor acabou.
